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Prelo apresenta os recursos e reflexões para que escritores possam construir uma disciplina autoral, escrever o seu livro e publicar da melhor maneira possível. Se você nutre o desejo de escrever uma obra de ficção ou não-ficção: um romance, um livro...

Location:

Brazil

Description:

Prelo apresenta os recursos e reflexões para que escritores possam construir uma disciplina autoral, escrever o seu livro e publicar da melhor maneira possível. Se você nutre o desejo de escrever uma obra de ficção ou não-ficção: um romance, um livro de contos, uma peça de jornalismo literário, um ensaio, uma saga distópica, a narrativa de uma viagem, uma obra infantojuvenil ou um projeto autoficcional – ou se já publicou uma obra e gostaria de sanar as lacunas de sua formação –, você está no lugar certo. Prelo é um podcast quinzenal com o escritor e professor de criação literária Tiago Novaes, autor de uma variedade de livros, finalista dos maiores prêmios literários e vencedor de uma série de bolsas de criação. Combinando entrevistas com grandes escritores, editores e críticos, reflexões pessoais, leituras e experiências concretas na literatura, Prelo oferece os caminhos para que você possa vencer as bolhas do mercado editorial, compreender os segredos da Escrita Criativa e construir o seu projeto ficcional – da ideia original à publicação, da inspiração ao cotidiano de um escritor em tempo integral. Clique agora no botão de inscrição e assuma o seu desejo de tornar-se uma escritora ou escritor.

Twitter:

@tiagonolima

Language:

Portuguese

Contact:

+5511951199169


Episodes
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Como estruturar o seu livro

4/15/2026
Clique aqui para preencher o formulário e se candidatar a uma conversa sobre a Mentoria Ciclos: https://form.typeform.com/to/xynEAKmm #138 – Pouca coisa no trabalho da escrita é mais mal compreendida do que a estruturação de um livro. Muita gente confunde estrutura com supressão de liberdade criativa. Toda arte tem o seu enquadre. Teatro, dança, pintura. A escrita não é diferente. Mesmo que um ator deseje levar o seu teatro para as ruas, dificilmente irá considerar o palco um constrangimento a sua arte. A estrutura de um livro é o palco do escritor. É a sua tela em branco. É como a cidade para o arquiteto. Muita gente se perde na escrita do próprio livro porque desperta todo dia sem saber o que vai escrever. O livro vai para qualquer lado e perde a forma quando não sabemos distinguir a flauta do capricho da música do destino. E é a estrutura preliminar que irá apontar o caminho. Se você… 🛎️ Tem dificuldade para estruturar o seu livro; 🛎️ Costuma se perder na hora de escrever; 🛎️ Retoma o projeto indefinidamente; 🛎️ Sente que não sabe como desenvolver um projeto autoral; ... recomendo que assista a este novo episódio de Prelo.

Duration:00:21:43

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Como buscar a simplicidade na escrita

4/2/2026

Duration:00:23:01

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O que fazer com os clássicos?

3/19/2026
#136 – Você não leu Guimarães Rosa nem Proust. Perdeu a aula de Homero. Não ouviu falar em Tucídides. Talvez tenha lido é um ensaio de Schopenhauer afirmando que o escritor, se é de verdade, mesmo, precisa ser afiado em latim. Os livros pendem sobre a sua cabeça. Os clássicos. Obras vultuosas, de autores categóricos, peremptórios, aparentemente tão certos de si. Agora um tanto calcificados pela poeira que acumulam. Eis que chega a vida adulta, e as lembranças desencontradas dessa memória de leituras sem método (Drummond se repreendia por ter lido sem método; mas que método, Carlos?). E você quer escrever. Palmilhar a vereda das palavras. Voltar a cantar a língua materna. Dar nome a experiências anônimas. Mas avança em marcha insegura; carregado, com medo da picada de aranha, de cobra, do erro, do clichê, do "não saber que não sabe". A pergunta: se quero escrever, devo ler os clássicos? Quais? De que maneira? Esse constrangimento diante da literatura será infundado? Que a leitura é a base da escrita, já sabemos. Mas de que modo? Como ler os clássicos? O que fazer com eles? Esse é o tema do novo episódio do Prelo.

Duration:00:28:00

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Como Transformar uma Tese em um Livro – Os Três Maiores Equívocos

3/5/2026
#135 – Como transformar um projeto que está guardado na gaveta — uma tese, uma dissertação, um ensaio acadêmico ou mesmo anos de prática profissional — em um livro capaz de alcançar leitores fora da universidade? O que precisa mudar quando um texto deixa de falar apenas para especialistas e passa a dialogar com o público amplo? E por que tantos autores altamente qualificados tropeçam justamente nesse momento de transição — quando tentam transformar conhecimento sólido em um livro vivo, curioso, capaz de ampliar horizontes e despertar perguntas no leitor? Neste episódio, vamos falar sobre os equívocos mais comuns que aparecem nesse processo: erros de forma, de estrutura, de tom. Erros derivados de anos de escrita acadêmica. Se você quer se libertar de uma linguagem acadêmica, do formato impessoal e reiterativo da validação institucional, e quer entender a lógica das publicações de não ficção – biografias, ensaios, divulgação científica – não perca esse papo. :)

Duration:00:29:40

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Como a I.A. pode contribuir para a produção literária?

1/29/2026
Neste episódio de Prelo, vamos falar sobre os princípios da I.A. Muita coisa mudou nesse últimos anos e ela tem parecido, cada vez mais, uma ferramenta incontornável. Você abre o seu e-mail, o seu processador de texto e você se depara com a mensagem: "Você não quer que eu escreva para você?" ou "Você não quer que esse recurso seja ativado?". Parece que, da troca de mensagens à escrita de e-mails e elaboração de redações e trabalhos, a inteligência artificial tem sido insidiosamente presente. Em que medida isso é positivo? Em que medida isso não é nada positivo e um elemento muito deletério para a produção textual? Eu passei os últimos seis meses usando a inteligência artificial para gravar esse episódio e te mostrar como esse recurso pode te ajudar a escrever o seu livro.

Duration:00:18:56

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A Psicologia da Criação

1/15/2026
Neste episódio de Prelo, você vai aprender a entender e superar bloqueios criativos e resistências internas. Estes medos enraizados: o que são? Do que se alimentam? Como aprender a ignorá-los? Como NÃO revisar os seus originais com as lentes da autodepreciação? Na primeira aula desta semana, conversamos sobre o trabalho criativo e o percurso autoral. Afinal, um romance é um meio de denunciar, de mergulhar num mundo próprio, de fomentar a própria voz e estimular a riqueza da linguagem. Para forjar um livro é preciso acreditar que ele vai existir um dia. É preciso confiar neste poder de materialização do que ainda não tem forma. Os livros, afinal, nascem de algo tão impalpável quanto um anseio. De um lugar impreciso, vago, do que os psicanalistas chamam de "umbigo do sonho". Houve uma vez em que Ulisses não existia. Ou Crime e Castigo. Hoje, não concebemos o mundo sem eles, e nem imaginamos que algum dia eram apenas anotações num caderno, um modo de sobrevivência. Estas escritoras, estes escritores tiveram a generosidade de perceber que as ideias não bastam (a biblioteca dos livros inexistentes está cheia de boas ideias assim como o inferno está repleto de boas intenções). E mais: entendendo a psicologia da criação e as necessidades que a leitura de um livro satisfaz, você aprenderá recursos para construir uma obra irresistível e como capturar a atenção dos seus leitores. Já te aconteceu de não conseguir largar um filme ou um livro, mesmo que não esteja gostando tanto dele? Nesta conversa, vamos superar a dicotomia existente entre improvisar o livro ou estruturá-lo. O que significa estruturar um romance, e qual é o espaço que deve ser deixado para o acidente feliz da criação. E HOJE, quinta-feira, 15 de janeiro, temos a terceira aula da Semana do Romance! Não perca! E hoje, quero fazer um convite: entre os dias 12 e 18 de janeiro, vou dar uma formação imersiva online gratuita sobre nada menos que o romance, o gênero mais desafiador da prosa, e ao mesmo tempo o mais lido e vendido em todo o mundo. Quer escrever um romance? Você precisa participar! Clique no link para garantir a sua vaga: escritacriativa.net.br/o-primeiro-capitulo/podcast

Duration:01:06:52

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Projeto: Um Romance em 2026

1/1/2026
#132 – No novo episódio de Prelo, tenho um exercício para você. É a primeira aula para a escrita do seu romance em 2026. São 12 perguntas reflexivas que você deve se fazer para se preparar para escrever o seu melhor livro no ano que começa. É um tempo para sonhar. Se você escrevesse ou seu livro, o seu romance, nos próximos meses, como será que a vida seria para você? Como você imagina este cenário? Quão motivada, quão motivado você está para aprontar isso? O que isso faria para a sua vida? O que está no caminho? Qual é o obstáculo? E hoje, quero fazer um convite: entre os dias 12 e 18 de janeiro, vou dar uma formação imersiva online gratuita sobre nada menos que o romance, o gênero mais desafiador da prosa, e ao mesmo tempo o mais lido e vendido em todo o mundo. Quer escrever um romance? Você precisa participar! Clique no link para garantir a sua vaga: escritacriativa.net.br/o-primeiro-capitulo/podcast

Duration:00:28:43

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Melhores Leituras de 2025

12/18/2025
#131 – Já reparou que o tempo se dilata quando lemos? Por aqui, 2025 teve cinquenta meses, e resolvi dividir com você algumas das leituras mais intensas e absorventes que fiz desde o remoto mês de janeiro. Indico as melhores porque sei que, para escrever bem, precisamos da companhia de bons livros. E para seguirmos motivados, nada como leituras que orientem caminhos. Foram histórias em quadrinhos, ensaios, romances. Clássicos e contemporâneos. Não me pautei muito em categorias, nacionalidades prévias. Eu me servi do que gostava. Segui o apetite. Se quiser, preparei aqui uma pequena aula onde me debruço sobre algumas dessas leituras. E você? Quais foram as suas melhores leituras de 2025?

Duration:00:18:26

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Onde o autor deve estar?

12/4/2025
Publicar não é uma ciência exata. Mas suas variáveis são mais ou menos previsíveis. Cada livro que escrevi cumpriu um caminho distinto no mundo das editoras, percorreu algumas etapas específicas. Publicar por uma casa editorial pequena não é o mesmo que lançar o seu livro por uma editora grande, ou ter a sua obra divulgada pelo Sesc ou pela Funarte. Nesses mais de 20 anos publicando, percorri diversos caminhos. E posso dizer que, apesar das especificidades, existem algumas etapas necessárias – e outras altamente recomendadas – pelas quais você deverá passar. Antecipar essas etapas e saber o que esperar pode te ajudar muito na hora de fazer boas escolhas e garantir que seu livro seja bem conduzido e bem editado. No novíssimo episódio de Prelo, conto para você as etapas da publicação.

Duration:00:20:48

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Biomas Afetivos: Leituras de Clarice Lispector, Carolina Maria de Jesus e Augusto de Campos – uma conversa com Reynaldo Damazio

11/21/2025
#129 – “É com uma alegria tão profunda. É uma tal aleluia. Aleluia, grito eu, aleluia que se funde com o mais escuro uivo humano da dor da separação mas é grito de felicidade diabólica. Porque ninguém me prende mais. Continuo com capacidade de raciocínio – já estudei matemática que é a loucura do raciocínio – mas agora quero o plasma – quero me alimentar diretamente da placenta. Tenho um pouco de medo: medo ainda de me entregar pois o próximo instante é o desconhecido. O próximo instante é feito por mim? Ou se faz sozinho? Fazemo-lo juntos com a respiração. E com uma desenvoltura de toureiro na arena.” Essa é a abertura de Água Viva, da Clarice Lispector, um dos poucos livros da autora que felizmente ainda não li. Ia copiar só um trechinho, mas deu vontade de percorrer o parágrafo todo. Imagine o que foi ler algo assim na adolescência, o abalo tectônico que representou na formação da personalidade, ainda uma argila úmida. Clarice, toda grande literatura formalmente disruptiva, abre em nós uma fissura no tecido discursivo, na viscosidade dos lugares comuns, nos discursos motivacionais e técnicos, na arenga ameaçadora das escolas, no sussurro neurótico das novelas domésticas, no esforço sempre vão dos adultos de domesticar a perturbação selvagem daqueles anos perigosos. Foi o meu caso, quando li “Amor”, quando li “Perto do Coração Selvagem”, que Clarice escreveu quando tinha apenas 17 anos. E foi também o que aconteceu com o meu amigo Reynaldo Damazio. A palavra nunca mais seria a mesma. O Reynaldo – poeta, editor, jornalista, coordenador de literatura na Casa das Rosas, em São Paulo, e colaborador das formações do nosso canal, Escrita Criativa – foi iniciado por Clarice Lispector. E por Carolina Maria de Jesus. E por Augusto de Campos. E desde então uma verdade profunda sobre a poesia acompanhou a sua vida e a sua própria escrita. O Reynaldo é também uma das minhas amizades mais antigas na literatura. É o grande amigo na viagem a Alto Paraíso que retratei em “Divã: jangada”, terceiro ensaio de “Baleias no Deserto”. É dele o ensaio no fim de "Documentário", que a Funarte publicou. São vinte anos de prosa, leituras e colaborações. E nesta semana, quero convidar você a sentar-se comigo e com o Rey em um papo sobre como os anos inaugurais da adolescência ajudaram a compor o sujeito que lê e que escreve. Reynaldo Damazio nasceu em São Paulo. Bacharel e Licenciado em Ciências Sociais pela USP, com especialização em publicidade e gestão cultural; é editor, crítico literário, tradutor, curador de eventos literários, mediador de oficinas de criação e supervisor de conteúdo e formação nos museus Casa das Rosas, Mário de Andrade e Guilherme de Almeida. Autor de O que é criança (Editora Brasiliense), Nu entre nuvens (Ciência do Acidente), Horas perplexas (Editora 34), Trilhas, notas & outras tramas (Dobradura Editorial), Crítica de trincheira: resenhas (Giostri Editora) e Movimentos portáteis (Kotter Editorial), entre outros. Criou em 2012 o programa formativo Clipe (Curso Livre de Preparação de Escritores), na Casa das Rosas, que coordena até hoje, e foi co-curador das exposições “Um corpo estanho: Centenário de publicação de A metamorfose”, em 2015, “As ideias concretas: Poesia 60 anos adiante”, em 2016, e “Barroco em trânsito”, em 2017, todas na Casa das Rosas.

Duration:01:24:02

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O que tem funcionado no mundo da publicação?

11/6/2025
#128 – Muita coisa mudou no mundo editorial nos últimos vinte anos. Por conta de um certo saudosismo ou de uma certa romantização, temos dificuldades em enxergar isso. Práticas de divulgação, debate e publicação praticamente se extinguiram. O papel do jornal e da livraria diminuiu, as editoras se multiplicaram. Aquilo que funcionava há vinte anos não funciona mais. Ao mesmo tempo, muitas possibilidades surgiram no universo da publicação, incluindo aí a autopublicação, o financiamento coletivo, o print-on-demand, a criação de uma plataforma autoral. Autor e leitor têm a chance de manter um diálogo regular que, há vinte anos, seria impensável. Se é verdade que os nossos esforços devem se concentrar na própria obra — na criação, na prática regular da escrita — tampouco podemos ignorar o mundo em que estaremos lançando esse livro e os meios pelos quais isso é feito. É esse o tema do novo episódio de Prelo: o que tem funcionado no mundo da publicação. Vamos conversar sobre: √ Os recursos e possibilidades da publicação tradicional e da autopublicação, e por onde devo seguir com o meu próximo livro; √ Por que a autoria — estilo, subjetividade, histórias particulares — será cada vez mais valorizada no mundo da IA; √ Os recursos que utilizei em Baleias no Deserto para vender centenas de exemplares na pré-venda; √ Como as nossas primeiras leituras pautaram o nosso caminho na literatura e no modo como enxergamos a escrita hoje. Um excelente episódio!

Duration:00:34:12

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O escritor fora: crônica da mudança e lembrança de Roberto Bolaño

10/23/2025
#127 – Eles estão por fora. Não participam. Fazem questão de não saber. Estão envolvidos com suas próprias coisas. Absorvidos por sua militância particular. São indiferentes à polêmica mais circunstancial, ao sobe e desce dos palanques, dos congressos do ofício. “Você viu?” “Soube do que disse ele, do que disse ela?” Não, não sabem. Você vai ter de contar. As colunas do jornal? O lançamento blockbuster, aquele debate em que todo mundo irá se envolver por vinte e cinco dias corridos? Ele ouviu falar qualquer coisa, sim. Você lhe conta, ele opina. Segue, e é isso. E esquece do assunto, assim como você se esquece dele. Uns constroem devagar sua biblioteca. Veem os pais envelhecer. Participam dos aniversários. E há esses outros, dos quais temos poucas notícias. Foi sua escolha, afinal. Ele partiu. Pode voltar uma, outra, uma infinidade de vezes. Mas nosso amigo, nossa amiga, parecem não se contentar com a novela cotidiana dos conhecidos e familiaridades. É uma escolha difícil: afinal, a trama social é o que nos sustenta. É o outro que nos oferece os parâmetros. O espaço-tempo, são os outros que ancoram. Eles talvez vivam em um tempo sem tempo, em um lugar sem lugar. Quem sabe? De quem estamos falando? Ora. É do fotógrafo que passa as noites fumando, resmungando em mandarim, jogando mahjong e tirando fotos dos becos escuros de Xangai. É a bióloga que investiga o comportamento dos fungos que nascem depois dos incêndios em Oaxaca. É o músico do cruzeiro transatlântico, que aprende a viver sobre as águas, e que se sente só apenas quando volta para casa. Estamos falando das escritoras e dos escritores que não participam do meio. Que estão em outro lugar, fazendo um bolo e tomando um café em um sítio, cuidando da sua horta. Vão começar agora a leitura de um livro que descobriram em uma livraria de bairro e do qual quase ninguém ouviu falar. Estou falando de escrita, de viagem, de algo maior que a literatura.

Duration:00:20:45

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Como se Faz um Podcast: Jornalismo Narrativo & Pesquisa – Uma Conversa com Fábio Corrêa

10/10/2025
#126 – Pouca gente sabe que, ao longo de dois meses neste ano de 2025, contei com a ajuda de um excelente jornalista para a preparação deste Prelo. E digo que já estava ficando mal-acostumado quando Fábio Corrêa disse que seu projeto pessoal de podcast tinha sido selecionado para financiamento e subsequente apresentação em nenhum outro lugar senão na Deutsche Welle (DW), emissora internacional de rádio, TV e internet da Alemanha, com foco em jornalismo independente e programação multicultural. O Fábio foi para a Alemanha e a gente não se falou mais, até que chegou ao meu conhecimento a notícia do lançamento do primeiro episódio de O Pulo de Miguel. Semana passada, saí para correr em um parque aqui perto, baixei o episódio e, trinta minutos mais tarde, ainda meio sem fôlego por conta da corrida, estava deixando uma mensagem para o Fábio, convidando-o para uma conversa. Para a minha – para a nossa – alegria, o Fábio topou conversar sobre a história do programa, sobre como se monta um podcast narrativo, os meandros do trabalho de pesquisa e as várias surpresas que encontrou pelo caminho. O Pulo de Miguel é um programa de seis episódios, no formato jornalístico, mas também muito autoral. Porque o Fábio, além de jornalista, é escritor, músico, criador de HQs. E a história que ele encontrou – a desse jovem brasileiro que saltou o Muro de Berlim, foi espionado pela Stasi e morreu na Índia aos 30 anos, em condições jamais inteiramente esclarecidas – é desses achados brilhantes que viram um tesouro nas mãos de um bom narrador. Clique aqui para escutar O Pulo de Miguel – DW Revista Fábio Corrêa é jornalista, nascido em 1985 em Belo Horizonte. Formou-se em jornalismo pela PUC Minas, em 2007. Viveu em Berlim entre 2008 e 2013, onde concluiu o mestrado em Antropologia pela Freie Universität. Desde 2015, é colaborador da DW Brasil, com sede em Bonn. Trabalhou nos jornais Estado de Minas e O Tempo, ambos de BH, e já publicou reportagens em diversos veículos, como piauí, BBC Brasil, Repórter Brasil, Folha e O Globo, no Brasil, e nos berlinenses Der Tagesspiegel e taz. É também fellow das fundações alemãs IJP e Heinz-Kühn, onde foi bolsista e jornalista convidado. Esteve à frente do podcast O Tempo Hábil, do jornal O Tempo, e colaborou em 2025 com O Prelo, do Tiago Novaes. Acaba de lançar a série de podcasts "O Pulo de Miguel", em seis episódios, pela DW Brasil, sobre a história do brasileiro que pulou o Muro de Berlim ao contrário. Mas Fábio Corrêa também se aventura paralelamente no mundo artístico. É músico, compositor e produtor. Em 2021, produziu e lançou o álbum 'Dilúvio/Deserto', de suas composições, pela banda Dada Hotel, na qual assume os vocais, guitarras e teclados. Já com escritor, publicou, em 2022, pela editora Pantagruel (independente) e em parceria com o artista gráfico Fabiano Azevedo, o HQ "O Último Táxi", cujo roteiro escreveu. "O Último Táxi" é uma ficção distópica passada em uma Belo Horizonte do futuro, na qual vive o protagonista, que se depara com um rádio que toca músicas - e notícias - do passado. Clique aqui para escutar O Pulo de Miguel – DW Revista

Duration:01:04:23

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Impulsos Limitantes: Entendendo os Padrões que Destróem o que Estamos Tentando Construir

9/25/2025
#125 – Pensar não é fácil. Muitas coisas entram no caminho. Nosso ego. Nossa bile. A convenção social. A inércia. Tudo entra no caminho. Pensar não é fácil. Obedecer é fácil. Dizer sim quando todos estão dizendo sim. E no entanto, para sermos autores, precisamos responder pelo que dizemos. Não é à toa que muitos autores reagiram de formas que pareceram incompreensíveis aos seus pares em determinado tempo. Quem se lembra dos silêncios desconfortáveis de Clarice numa entrevista? Quem se lembra da reação de Doris Lessing quando a imprensa a aguardava na frente de casa, para anunciar a ela que ela havia recebido o Prêmio Nobel? Autores não podem evitar. Porque os bons, os verdadeiramente bons, pensam mais, e por mais tempo, nas coisas que os outros só reproduzem. E quanto mais tempo você olha o verde, mais ele irá parecer com o vermelho. Quanto mais tempo você come o doce, mais demarcadas as notas salgadas. O que faz um bom livro é o pensamento que o engendrou. E para pensar, precisamos sobrelevar os padrões às vezes viscerais que nos arrastam, que desfazem o que estamos tentando fazer, que nos boicotam impulsivamente.

Duration:00:40:47

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Massa Crítica: A Escrita Inevitável

9/4/2025
#124 – Há um momento em que a escrita se torna inevitável. Em que o esforço para escrever se dissipa no hábito. Não é que o processo se torne automático. Enquanto gesto, ele será sempre ativo. Ele preservará sempre a sofisticação, o cuidado necessário para se desenvolver. Ele continuará dinâmico, animado por suas próprias metamorfoses. Mas algo se dá, e é quase como se o autor, a autora, fossem interlocutores da obra — não donos, mestres ou proprietários. Dirigimo-nos à nossa criação com uma pergunta, uma sentença. E a obra nos responde. Há um momento em que a escrita não se torna apenas possível. Ela se torna inevitável. No novo episódio do Prelo, refletimos sobre o instante em que a escrita abandona o estágio de mera possibilidade. Como reconhecer esse ponto de virada? E o que ele revela sobre o processo criativo?

Duration:00:28:50

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Realidade Psíquica: O Inconsciente Criador e as Viagens no Tempo do Escritor de Ficção Científica Philip K. Dick

8/14/2025
#123 – Você encontra nas redes sociais a referência a um livro do qual nunca ouviu falar. O título, Como construir um universo que não se desfaça dois dias depois, te deixa completamente encantado. De algum modo, ele conversa com aquilo que você tem estudado, pensado, elaborado dentro e fora de sua prosa. Dois dias depois da chegada do livro à sua casa, você tem um sonho. Nesse sonho, você está construindo uma montanha-russa, que é parte integrante de uma formação sua sobre escrita. Embora publicado na década de 1970, o livro fala com uma clareza assombrosa do mundo que você e eu estamos vivendo. O que é a realidade? O que é um ser humano autêntico? São as perguntas do autor, que escreveu também Ubik, Minority Report, O Homem do Castelo Alto, Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? (que virou “Blade Runner” no cinema). Você lê o pequeno ensaio, o livrinho que cabe na palma da sua mão. Você o relê alguns dias depois. E à medida que o tempo passa, tudo o que está no livro começa a ganhar vida. No novo episódio de Prelo, converso sobre a realidade psíquica e ficcional, a lucrativa fábrica de realidades falsas do nosso tempo, e de como a ficção guarda segredos que fariam inveja a qualquer Tirésias de plantão.

Duration:00:32:28

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Acolher a Mudança

7/31/2025
#122 – Convenhamos. Mudar não é fácil. As dúvidas irão certamente nos tomar de assalto. Tem certeza? E se isso, e se aquilo? Medo de não dar certo. De não ser bom o suficiente. Medo de decepcionar a si mesmo. Consciência de um risco, das feridas narcísicas. De confirmar os piores temores. É muito mais fácil ficar parado. Na posição vantajosa em que tudo é possível, mas nada foi feito. No ponto zero, em que tudo é apenas virtual. Em que o devaneio toma o lugar da materialidade das coisas. Se você tem pensado em mudar de cidade ou de país; se quer mudar de carreira; passar a morar sozinha ou a uma vida a dois, deve estar lidando com os efeitos colaterais da mudança. E se essa transformação, esta mudança, envolve assumir para si a escrita de seu livro, o frio na barriga não é incomum. E apesar da hesitação, a mudança é a semente da maturidade, da realização. Acolher a mudança não significa necessariamente a submissão à lógica liberal de adaptabilidade irrestrita. Ela pode ser o modo de entender a idade em que estamos. A passagem do tempo, e a transformação das pessoas à nossa volta. Escrever um livro tem tudo a ver com isso. E por isso, dediquei um episódio a este tema: como acolher a mudança. Por estranho que pareça, a fluência de um texto depende desta elaboração. Desta bonita coragem. E hoje, quero fazer um convite: entre os dias 4 e 10 de agosto, vou dar uma formação imersiva online gratuita sobre nada menos que o romance, o gênero mais desafiador da prosa, e ao mesmo tempo o mais lido e vendido em todo o mundo. Quer escrever um romance? Você precisa participar! Clique no link para garantir a sua vaga: https://lnk.ink/oprimeirocapitulo25-podcast

Duration:00:39:20

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Habitar o Hábito: o método gradual e radical para fazer da escrita uma prática regular

7/17/2025
#121 – É possível escrever com regularidade e não perder a mão do desejo original da escrita? É possível transformar a escrita em um ofício, e inventar com a liberdade do tempo livre? Como fazer isso? Neste episódio, Tiago Novaes propõe uma reflexão sobre como transformar a escrita num hábito prazeroso, consciente e enraizado. A partir de experiências pessoais e conceitos da psicologia e da psicanálise, ele compartilha caminhos para construir um sistema criativo sustentável — sem culpa, sem metas inalcançáveis, mas com presença e profundidade. 🌱 Ideal para quem quer retomar (ou finalmente começar) o romance que vive dentro de si. 🎧 Dê o play e venha habitar o hábito. E hoje, quero fazer um convite: entre os dias 4 e 10 de agosto, vou dar uma formação imersiva online gratuita sobre nada menos que o romance, o gênero mais desafiador da prosa, e ao mesmo tempo o mais lido e vendido em todo o mundo. Quer escrever um romance? Você precisa participar! Clique no link para garantir a sua vaga: https://lnk.ink/oprimeirocapitulo25-podcast

Duration:00:51:34

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Começar a Escrever: Como (não) falar de si mesmo

6/26/2025
#120 – Recentemente, numa visita à biblioteca da minha nova cidade, topei com uma edição d'As aventuras de Tom Sawyer, um clássico de Mark Twain. Logo no prefácio, o autor esclarece: Tom Sawyer existiu. Mais que isso – foram muitos os colegas de infância que inspiraram a criação do personagem. O protagonista e suas peripécias são o resultado da combinação de lembranças pessoais e impressões dos amigos de escola. O pulo do gato: além de testemunho, o clássico é também invenção. O vivido, nas páginas de um livro, é uma argila que pode tomar outras formas. Ao falar de si mesmo, de si mesma, temos um problema. Somos nós mesmos o tempo todo. Seja escolhendo o próximo filme a assistir no serviço de streaming ou amarrando um cadarço, não conseguimos deixar-nos de lado. Sou eu ali, escrevendo, mesmo quando para me libertar de mim mesmo. Sou ali ao falar de um terceiro, projetando meus desejos e receios. E nesta insistência, posso despejar no papel a minha própria compulsão e banalidade. Byung Chul-Han diria que vivemos em um tempo de transparência e exposição. Como se o individualismo e o ensimesmamento, valores de uma sociedade de consumo, colocassem em risco a nossa própria materialidade. Para existir, precisamos mostrar que estamos vivos. "Compartilhar" impressões, opiniões, credenciais. Há quem diga que a autoficção, como novo gênero romanesco, surgiu nesse contexto. Em contrapartida, não há como refutar que a nossa voz e presença são o sal do nosso texto. Sem o autor, a obra empalidece, torna-se inexpressiva. Se você exagera no sal, a tal "voz narrativa" pode soar a um locutor esportivo, tentando colocar palavras na boca do texto. Sem ela, uma inteligência artificial qualquer poderia substituí-lo. No novo episódio do Prelo, falamos das armadilhas da autoficção. Mas também de como a escrita, como ato revolucionário, nos abre uma possibilidade fascinante – se os limites do nosso mundo são os limites da linguagem que temos à disposição, escrever é a melhor maneira de ampliar o horizonte e o entendimento. Produção e edição de áudio: Fábio Corrêa

Duration:00:28:37

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Imitação, Homenagem, Inspiração: brevíssimo anedotário de plágios – uma conversa com Juca Novaes

6/12/2025
#119 – Tem coisas de que sinto falta em morar em São Paulo. Uma delas é sem dúvida o encontro regular com um primo muito querido em um restaurante japonês, a poucos metros da estação Liberdade do metrô. Advogado, o Juca sempre chega de terno aos nossos almoços. Pedimos os dois o mesmo prato: o tradicional teishoku com missô, acepipes, anchova grelhada e arroz japonês. Além de advogado, o Juca é músico e escritor. Ilustrado, progressista, lúcido, meu primo é o único parente com quem tenho esses longos papos sobre tudo – das nossas apreensões sobre a política às aventuras do processo criativo. Já tem uns anos que meu primo falava deste livro que vinha escrevendo com um colega de profissão. O tema: plágios. O Juca é especialista internacionalmente renomado em direitos autorais, e sempre teve muitas histórias interessantes a contar sobre o tema. E curioso onívoro que sou, não me canso de continuar perguntando. Uma delas é a de um compositor famoso que despertou com uma canção linda na cabeça, uma sequência de notas simples, mas absolutamente cativantes. Aquilo soava tão bem que lhe deixara com uma pulga atrás da orelha: será que a ouvira em algum lugar? Para tirar a dúvida, resolveu mostrá-la a vários amigos. Mas ninguém reconheceu. Foi apenas mais tarde que o músico, Paul McCartney, escreveu a letra e deu a ela o nome de Yesterday. Os caminhos para a criação artística são enigmáticos. O que chamamos inspiração é uma fagulha que brota de qualquer parte, de um inescrutável sonho, um acontecimento que nos mobiliza ou do diálogo com a composição de outro artista. Em todos esses casos, há um risco, o plágio. É um fantasma que ronda todos criadores, inclusive os mais bem-sucedidos. O novo episódio de edição do Prelo traz uma conversa com o compositor, escritor e advogado Juca Novaes sobre o seu mais recente livro, Você diz que meu samba é plágio: histórias de plágio (ou não) na música popular brasileira (Edufba), em coautoria com Rodrigo Moraes. O papo cobriu muitos temas sobre o assunto, todos muito curiosos e elucidativos: ✅ Plágios conscientes & inconscientes: o que caracteriza o plágio e como se proteger dos plagiadores; ✅ A história de uma bestseller, autora de livros em saúde mental, apanhada em flagrante delito; ✅ Plágios clássicos na música e na literatura: Carolina Nabuco & Daphne du Maurier; Moacir Sclyar & Yann Martel; Jorge Ben & Rod Stewart. ✅ A ascenção de um plagiador serial: a Inteligência Artificial, as leis de proteção, e o insubstituível material humano nas artes. Espero que se divirta tanto quanto eu! Clique aqui para adquirir o livro Você diz que meu samba é plágio: histórias de plágio (ou não) na música popular brasileira (Edufba) Clique aqui para adquirir o romance do Juca Novaes, Meio Almodóvar, Meio Fellini (Contracorrente) Conheça mais o trabalho do Juca Novaes: https://www.instagram.com/jucanovaes/ https://www.facebook.com/JucaNovaesOficial/ https://open.spotify.com/intl-pt/artist/2pb7POxZardOYAkXBxVGRc Produção e edição de áudio: Fábio Corrêa

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